quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O CÁRCERE E A LIBERDADE

Um poeta, certa vez, descreveu uma “Terra Azul” às crianças, tocando o coração dos jovens, acenando com a liberdade.
Sábio, fez ilimitada a luz aos adultos.
A mente incansável denunciou os abusos das ações de um Estado opressor.
O pão e o cálice ficavam adiados irremediavelmente!
Àqueles que se acovardaram, lutaste com dignidade, muitas vezes solitário, nas longínquas trincheiras de um país mergulhado nas trevas.
Nas casernas do ódio prevaleciam as botas sujas, enlameando e envergonhando os operários da democracia, implacavelmente perseguidos. Ainda assim perdoou seus algozes, ensinando-lhes a compaixão! Homem de alma grandiosa, generosa e musical!
Ópera magistral da tua simplicidade, de uma vida corajosa, destemida, visionária e confiante num país soberano.
Foste justo, verdadeiro, debruçado em livros, poético!
Tua caneta não terá sido em vão!



Para Waldyr Amaral Bedê.

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